Projeto que proíbe golfinhos e baleias de serem mantidos em cativeiro a um passo de ser aprovado

Qila uma baleia beluga que vive no Quário de Vancouver | Foto: Jonathan Hayward/Canadian Press

Qila uma baleia beluga que vive no Quário de Vancouver | Foto: Jonathan Hayward/Canadian Press

Um projeto de lei que prevê a proibição do cativeiro de baleias e golfinhos no Canadá passou no Comitê de Pesca da Câmara do Comuns (Parlamento canadense) nesta terça-feira e está pronto para ir a um debate final e votação.

Quase quatro anos depois da legislação ter sido introduzida pela primeira vez no Parlamento, o Comitê de Pesca do parlamento passou adiante a lei proibindo o cativeiro de baleias e golfinhos no Canadá.

O projeto chamado de S-203, patrocinado inicialmente pelo senador liberal Wilfred Moore em 2015, proíbe manter e criar cetáceos em cativeiro por meio de emendas ao Código Penal – tudo menos o final de uma prática que já foi um marco na experiência com parques temáticos no país.

O projeto de lei foi aprovado pelo Comitê, sem alterações, na terça-feira, com o apoio dos parlamentares liberais e do NDP.

Uma emenda à legislação, por menor que seja, efetivamente teria afetado a movimentação do projeto de lei nos últimos dias do parlamento, já que uma lei modificada teria de ser enviada de volta ao Senado para outra votação final. O projeto de lei enfrentou uma resistência sem precedentes de alguns senadores conservadores na Câmara Vermelha e restam apenas oito semanas de espera nessa etapa.

O voto da comissão – e o contínuo apoio ao projeto pelo governo liberal – são uma vitória para os ativistas dos direitos animais responsáveis pela conscientização do dano que reapresenta para a espécie, manter essas criaturas altamente inteligentes em tanques de concreto, alertando que esta é uma forma cruel e perversa de entretenimento.

Foto: Darryl Dyck/Canadian Press

Foto: Darryl Dyck/Canadian Press

“O projeto de lei é simples e direto. Ele se apoia no argumento de que colocar essas belas criaturas nos tanques e cativeiros em que elas são mantidas é intrinsecamente cruel”, disse o senador independente Murray Sinclair, ex-juiz que ajudou a impulsionar o projeto de lei através do parlamento.

Se for aprovado pelo parlamento, o projeto permitirá a aplicação de multas de até 200 mil dólares em parques e aquários que violarem as definições de crueldade contra animais do Código Penal.

Camille Labchuk, diretora executiva da Animal Justice, um grupo de defesa dos direitos animais que há muito apoia o projeto, disse que embora a legislação ainda esteja enfrentando uma crise de tempo parlamentar (proximidade de eleições), ela está confiante de que tem votos suficientes para aprovar a lei quando ela chegar a votação final.

“Estou muito feliz que os liberais tenham resistido à pressão para acabar com a lei. Acho que a razão pela qual eles foram convencidos a salvar essa legislação foi o poder de ação dos canadenses que contataram esses políticos em massa”, disse ela em entrevista à CBC News.

“Provavelmente mais de 20 mil e-mails e telefonemas foram feitos nos dias que antecederam a votação. Essa proibição é algo que os canadenses em todo o país realmente desejam. Eles assistiram Blackfish e The Cove, e entenderam que baleias e golfinhos não devem mais ser mantidos em cativeiros – os que estão livres na natureza viajam longas distâncias, mergulham profundamente, vivem em estruturas familiares complexas e desfrutam de uma qualidade de vida muito melhor do que a miséria e a esterilidade de viver em um tanque”, disse Labchuk.

O parque Marineland em Niagara Falls, Ontário, tem sido um forte oponente ao projeto, usando como desculpa para manter os animais presos, a alegação de que caso a lei seja aprovada, ela ameaçaria os esforços de conservação nos parques temáticos onde esses animais estão em exibição. O parque também tentou usar o frágil argumento de que o projeto ameaçaria o emprego de centenas de moradores locais durante os meses de verão.

No entanto, os cetáceos existentes serão salvaguardados pelo projeto, o que significa que o parque pode manter todos os animais que possui atualmente.

Foto: John Raoux/Associated Press

Foto: John Raoux/Associated Press

De acordo com dados fornecidos pelo Departamento de Pesca e Oceanos, a Marineland possui cerca de 61 cetáceos: 55 baleias-beluga, cinco golfinhos-nariz-de-garrafa e uma orca. O Vancouver Aquarium tem apenas um desses mamíferos.

“Marineland tem baleias belugas suficientes para continuar por mais 30 anos, então nenhum trabalho será perdido como resultado disso no futuro imediato”, disse Sinclair.

“Essa lei é necessária porque, a longo prazo, nossa sociedade ficará muito melhor se começarmos a tratar outras criaturas da mesma forma que nós mesmos sentimos que devemos ser tratados”, concluiu o senador.

A esperança de muitos ativistas é que alguns ou todos os mamíferos atualmente em cativeiro sejam “aposentados” eventualmente e sejam transferidos para um santuário à beira-mar em Nova Escócia.

Andrew Burns, advogado de Marineland, argumentou que o projeto de lei é inconstitucional e sinalizou potenciais problemas legais que o parque pode enfrentar quando um cetáceo atualmente grávido der à luz depois que a lei – que proíbe o nascimento – for aprovada.

Alemanha desativa última fazenda de pele do país

Foto: Unilad

Foto: Unilad

A fazenda que ficava em Rahden na Renânia, Norte-Vestfália, no oeste da Alemanha, “agora está vazia”, segundo a PETA, sinalizando o fim da produção de peles em mais um país da União Europeia.

A maioria das peles vendidas no mundo vem de fazendas de animais de criação, como martas, raposas, guaxinins, coelhos e chinchilas.

O fazendeiro já havia sido objeto de uma petição on-line, criada em março deste ano, exigindo o fechamento de sua fazenda.

O texto da petição, que teve mais de 1.300 signatários, dizia: “Embora as condições de manutenção dos animais sejam péssimas e signifiquem um sofrimento sem fim até uma morte causada por envenenamento por gás, o proprietário obteve permissão para continuar a tortura dos animais até 2022”.

Proibição de peles na Alemanha

De acordo com a PETA, o fazendeiro fechou a fazenda antes do prazo previsto em 2022, devido a pressão do governo e as inspeções frequentes e não anunciadas. Ele afirmou também sentiu o peso das pressões dos ativistas – a PETA, principalmente, vem fazendo fortes campanhas no país há mais de duas décadas.

A Alemanha proibiu as fazendas de peles em 2017 – o país deu aos agricultores um período de transição de cinco anos para a eliminação completa do setor. A PETA credita a vitória aos seus intensos esforços de campanhas, petições, protestos e anúncios contra as peles para ajudar a transformar o projeto em lei.

Segundo a PETA, a maior organização de defesa dos direitos animais no mundo, 85% das peles da indústria de peles vêm de animais mantidos em cativeiro em fazendas de produção de peles. “Essas fazendas geralmente abrigam milhares de animais, e os tipos de abuso, crueldade e assassinato com os quais essas instalações criminosas se envolvem são notavelmente semelhantes e hediondos em todo o mundo”.

Segundo a Fur Free Alliance, ONG que atua em defesa dos animais atingidos e explorados pela indústria de peles, as fazendas de pele tiram a vida de 100 milhões de animais no mundo todo a cada ano.

Felizmente a Alemanha agora é 100% livre de pele

A moda descarta o uso de pele

Etiquetas famosas de moda em todo o mundo, incluindo Armani e Tom Ford, começaram a mudar para o uso peles artificiais em suas coleções. Designers de marcas de luxo estão se posicionando contra a prática do uso de peles: Donatella Versace anunciou que se afastará do uso de peles ano passado, dizendo que ela não quer matar animais pela moda. Diane von Furstenberg recentemente retirou as peles e o angorá de suas coleções, e Jean-Paul Gautier chamou a indústria de “absolutamente deplorável” em novembro passado.

E os desfiles seguiram o exemplo; A Semana de Moda de Amsterdã, no mês passado, aconteceu sem o uso de peles, assim como a London Fashion Week no outono passado.

Proibição do uso de peles

Um número crescente de governos pelo mundo está aprovando legislações que proíbem o uso de peles; na União Europeia, a Noruega e a República Tcheca anunciaram a proibição das fazendas de peles no ano passado. Los Angeles tornou-se a maior cidade dos EUA a proibir o uso de peles em fevereiro, e a cidade de Nova York está atualmente se preparando para aprovar uma legislação semelhante.

Segundo a PETA, “muitas vozes poderosas”, incluindo Jhené Aiko, Penélope Cruz, Taraji P. Henson, Eva Mendes e a primeira-dama Melania Trump deram voz às campanhas anti-peles, “depois de aprender sobre a horrível crueldade por trás de cada casaco de pele”.

Defensoria pede suspensão de decreto que proibiu charretes em Petrópolis (RJ)

A Defensoria Pública entrou com uma ação em caráter de urgência por meio da qual solicitou a suspensão do decreto que proibiu a tração animal em charretes na cidade de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Uma audiência para discutir o assunto foi convocada para a próxima terça-feira (9) pelo juiz Alexandre Teixeira.

A ação, movida pelo defensor público Cleber Francisco Alves, questiona o fato de não terem sido apresentadas pela prefeitura alternativas para os 15 charreteiros que trabalham no ramo em Petrópolis. A Defensoria solicitou a suspensão do decreto em atendimento ao pedido de um charreteiro.

Foto: Aline Rickly / G1

O defensor afirmou também que medidas foram tomadas em 2012 para garantir a segurança dos animais, dos charreteiros e dos turistas, ignorando a exploração e a alta incidência de maus-tratos e abusos cometidos contra os animais. As informações são do portal G1.

O órgão argumenta que a prefeitura não cumpriu as condições acordadas após assinatura de um Termo de Ajustamento de Compromisso (TAC) também em 2012, como a construção de um abrigo único para os animais em local próximo a região central de Petrópolis.

“No entendimento da Defensoria Pública não se trata de questionar a validade ou não do plebiscito, isso foi decidido, mas toda expectativa que foi gerada inclusive com o eleitor. […] que haveria uma transição para o novo serviço”, disse o defensor, que lembrou que a administração municipal não pode deixar o charreteiro desamparado.

Alves disse ainda que a licença para o trabalho dos charreteiros é válida até agosto de 2019 e custou aproximadamente R$ 195. O caso é avaliado pela Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), que analisa juridicamente qual procedimento deve ser adotado.

O decreto que valida o plebiscito, que decidiu pela proibição da tração animal em charretes como forma de proteger os animais, foi publicado pela prefeitura em 29 de março, cinco meses após a votação popular ter ocorrido.

Através de um comunicado oficial, a Prefeitura de Petrópolis afirmou que está estudando maneiras de oferecer o serviço sem o envolvimento os animais. Disse ainda que um termo de referência obrigatório para o edital de licitação para charretes elétricas está sendo elaborado.

De acordo com a administração municipal, por ser uma situação inédita no Brasil, o estudo jurídico tem que ser feito de forma mais aprofundada.

A prefeitura disse também que o contato com os charreteiros está sendo mantido e que está sendo oferecido apoio para inserção no mercado de trabalho, formação educacional e abertura de novos negócios.

Câmara ratifica proibição da tração animal em charretes em Petrópolis (RJ)

A Câmara Municipal de Petrópolis (RJ) aprovou o Decreto Legislativo que ratifica a decisão do plebiscito popular que decidiu por fim à tração animal em passeios turísticos no município. Foram mais de 117 mil votos contra as charretes. A votação foi realizada no plenário na terça-feira (2).

Foto: Bruno Avellar

A Casa Legislativa recebeu na tarde da terça-feira o comunicado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com o documento já pronto, a administração da Câmara aguardava apenas a comunicação oficial para encaminhar o decreto para votação em caráter de urgência.

Apesar da tração animal ter sido oficialmente proibida na última semana, com a promulgação do decreto feita pela prefeitura, a votação na Câmara era necessária para conclusão do trâmite relacionado ao processo de promulgação do resultado, seguindo o Regimento Interno da Casa e o Artigo 36 da Resolução 23.385/2012 do TSE, que define diretrizes gerais para realização de consultas populares concomitante com eleições ordinárias, como foi o caso do plebiscito sobre as charretes.

O processo sobre a situação dos charreteiros, dos animais e do trabalho do Executivo foi acompanhado por uma Comissão Especial instaurada pela Câmara Municipal e formada pelos vereadores Gilda Beatriz (MDB), Professor Leandro Azevedo (PSD), Marcelo Lessa (SD) e Marcelo Silveira (PSB).

Parlamento europeu aprova proibição de plástico descartável a partir de 2021

O Parlamento europeu aprovou um projeto que proíbe o uso de plástico descartável a partir de 2021. Foram 560 votos a favor, 35 contra e 28 abstenções.

A medida reforça a aplicação do princípio do “quem polui, paga”, responsabilizando os produtores. A lei afetará, inclusive, os filtros de cigarro e artigos de pesca. As informações são do portal GreenMe.

Foto: Pixabay

“Esta legislação reduzirá os danos ambientais em 22 bilhões de euros, o custo estimado da poluição por plásticos na Europa em até 2030. A Europa agora tem um modelo legislativo para defender e promover internacionalmente, dada a natureza global do problema da poluição marinha causada pelo plástico. Isso é essencial para o planeta”, afirmou a relatora Frédérique Ries (ALDE, BE).

A nova lei torna obrigatória a rotulagem de informações sobre o impacto ambiental da dispersão de cigarros com filtros de plástico. O que também deve-se aplicar a outros produtos, como copos de plásticos, lenços umedecidos e absorventes higiênicos.

Os produtos proibidos pela União Europeia a partir de 2021 são: objetos de cozinha feitos de plástico descartáveis ​​- como garfos, facas, colheres e pauzinhos para mexer café -, pratos fabricados a partir de plástico descartáveis, canudos de plástico, cotonetes de plástico, bastões de plástico para balões, plásticos oxi-degradáveis, recipientes para alimentos e copos de poliestireno expandido.

Circos com animais selvagens são proibidos em Madri

Foto: Reuters/Valery Hache

Foto: Reuters/Valery Hache

Um circo com mais respeito pelos animais. A prefeitura de Madri (Espanha) votou na quarta-feira última (28) a proibição de circos com animais selvagens. O texto aprovado pelas autoridades eleitas altera uma portaria municipal sobre a proteção dos animais, segundo informações do jornal 20 Minutes.

O grupo de esquerda ao qual pertence também a prefeita, Manuela Carmen, Ahora Madrid (“Madri agora”), mais os socialistas e os representantes eleitos do partido Ciudadanos votaram a favor do texto. Os conservadores do Partido do Povo votaram contra.

Nove de dezessete distritos não permitem circo com animais

A capital espanhola segue o exemplo de muitas cidades no país que proibiram os circos de manter animais selvagens em cativeiro e usá-los em shows de entretenimento humano.

Os ativistas contra as touradas e pela causa animal são muito ativos na Espanha. Segundo a plataforma InfoCircos, que faz campanha contra os circos com animais selvagens, nove de 17 regiões já a proibiram essa prática e várias prefeituras seguiram o mesmo exemplo.

Manuela Carmen, ex-juíza e representante da esquerda, foi eleita em 2015 para chefiar Madri. Esta decisão vem apenas dois meses antes das eleições municipais, para as quais ela concorre a um segundo mandato.

Exemplos pelo mundo

O Garden Bros. Circus, um circo itinerante que se apresenta há mais de 100 anos, foi proibido de exibir performances com animais selvagens em sua passagem por Washington, nos EUA.

O departamento responsável pelo setor, DC Health, negou a permissão para apresentações com animais e os shows agendados só poderão prosseguir com apresentações humanas.

O circo já havia sido alvo de denúncias de crueldade com animais pela PETA, que alegou violência por parte dos funcionários do Garden Bros. contra elefantes e lhamas, além de não prover assistência veterinária para animais feridos.

Mais e mais pessoas estão boicotando qualquer entretenimento que envolva exploração animal, e essa mudança na opinião pública tem motivado muitos governos a agir.

No final do ano passado, o Havaí proibiu o uso de animais selvagens em circos, tornando-se o segundo estado americano a fazê-lo depois de Nova Jersey.

Em novembro, Portugal aprovou uma proibição semelhante. A lei aprovada pelo parlamento português impede que mais de mil animais diferentes, incluindo leões, avestruzes, camelos, pinguins, elefantes e rinocerontes sejam forçados a se apresentar.

Projeto de lei proíbe a venda de animais que não sejam resgatados

Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

Animais não são produtos para serem comercializados, são vidas, seres sencientes capazes de amar sofrer e entender o mundo ao seu redor. Esse comércio cruel, alimenta uma indústria de criação de filhotes onde os animais são explorados ao extremo, principalmente as cadelas, que vivem procriando até que não sirvam mais e sejam descartadas de forma cruel.

Alguns países no mundo já possuem leis que proíbem, de alguma forma, essas fábricas de animais, no Brasil infelizmente ainda não.

Nos Estados Unidos, Chicago tem um decreto em vigor desde 2015 que proíbe a venda de cães, gatos e coelhos que não sejam provenientes de resgates, e no início deste ano a Califórnia aprovou a mesma lei.

Essas leis significam que as lojas de animais não podem vender cães, gatos e coelhos, a menos que sejam animais resgatados que precisem ser adotados de abrigos. Portanto, em vez de vender filhotes de criadores para fins lucrativos, as lojas de animais domésticos estão ajudando os animais em abrigos que já estão com capacidade máxima e, caso contrário, sacrificariam esses animais.

Apenas alguns dias atrás, Linda Rosenthal, membro da Assembleia do Upper West Side, e Michael Gianaris, senador do Queens, apresentaram a lei S4234 que proíbe a venda de cães, gatos e coelhos em lojas de animais no Estado de Nova Iorque.

Os animais que vivem em fábricas de reprodução são mantidos em pequenas gaiolas em condições terríveis. Os requisitos mínimos de saúde e bem-estar não são atendidos, e a prioridade é cruzá-los com a maior frequência e o máximo possível para ganhar mais dinheiro. É por isso que cortar esse processo direto na fonte (lojas de animais) é uma maneira eficiente de fechar essas fábricas de filhotes.

“Temos de acabar com o fluxo cachorro-fábrica-de-filhotes-petshop”, diz Rosenthal. Eles podem até tentar encontrar maneiras de burlar a lei, como a loja de animais em Iowa, que fingiu ser uma organização de resgate sem fins lucrativos, mas essas empresas vão enfrentar as consequências em praticar atos de crueldade contra os animais se tais leis estiverem em vigor.

Ao apresentar o projeto de lei S4234, Rosenthal declarou: “Não há absolutamente nenhuma razão para que alguém gaste milhares de dólares em um animal de estimação insalubre criado sob situações de crueldade, quando abrigos e organizações de resgate estão explodindo com animais saudáveis e inocentes. A necessidade de lares pata estes animais permanece”.

Com tantos animais em situação de rua já precisando de lares e estas fábricas de filhotes contribuem mais ainda para a superpopulação, a falta de moradia e o abandono de animais.

Se este projeto for aprovado, será um avanço não só para abrigos e ONGS de proteção animal, mas principalmente para os animais domésticos que aguardam um lar e os que se encontram em situação de rua. No momento, o projeto está no comitê, aguardando votação.

Proibida desde 2017, exploração de animais selvagens é comum em Dubai

Manter animais selvagens aprisionados em cativeiro, sendo explorados como animais domésticos, é uma prática proibida desde 2017 nos Emirados Árabes Unidos. Isso, porém, não impede que milionários de Dubai continuem a explorar esses animais, fazendo vistas grossas para as normas do país.

Foto: Reprodução / Portal Meio Norte

De acordo com a lei, quem for flagrado com um animal silvestre pode ser punido com até seis meses de prisão, além do pagamento de multa de até 130 mil euros. As informações são do portal Meio Norte.

Árabes ricos, porém, costumam ter animais selvagens em casa e passear com eles usando coleiras e guias. As espécies mais exploradas são as chitas, os tigres e os leões. Manter esses animais em cativeiro é considerado um símbolo de status nos países do Golfo Pérsico.

Com o aumento da procura por chitas, por uma suposta “facilidade de domesticação”, a caça e o comércio desses animais aumentou. A espécie, que já corre risco de extinção, tem sido vítima dos traficantes. De acordo com o Fundo para Conservação da Chita, 1,2 mil animais da espécie foram traficados para fora do continente africano na última década. Devido ao transporte inadequado, 85% delas morreram antes de chegar ao destino final.

Fotografias de tigres, leões, leopardos e chitas dentro de carros e nas ruas de Dubai são frequentemente divulgadas nas redes sociais. Em 2018, um vídeo que mostra cinco tigres passeando em uma praia da cidade, nas proximidades de um hotel, viralizou na internet.

Câmara proíbe uso de veículos de tração animal em Goiânia (GO)

A Câmara Municipal de Goiânia (GO) aprovou na quarta-feira (20) um projeto de lei que proíbe o uso de veículos de tração animal no município. O projeto será, agora, analisado pelo prefeito Iris Rezende (MDB), que decidirá pelo veto ou pela sanção.

Foto: Pixabay

O objetivo da proposta é impedir que os animais sejam explorados e maltratados. “São inúmeros casos de cavalos que são utilizados para puxar cargas pesadas. Muitos deles usados de forma ininterruptas, 24 horas por dia”, explica o vereador Zander Fábio (Patriota), autor da proposta, que lembrou também de cavalos que morrem em vias públicas por não suportarem os maus-tratos.

O projeto estabelece multa para quem usar veículo de tração animal. O valor varia de acordo com a lei de maus-tratos. O animal explorado para puxar o veículo será resgatado. As informações são do portal Mais Goiás.

O texto da proposta, no entanto, define uma exceção para a Polícia Militar, que poderá continuar a explorar cavalos nas operações policiais.

O parlamentar autor do projeto considera a aprovação conseguida na Câmara uma vitória para aqueles que lutam contra os maus-tratos a animais. Como a proposta foi aprovada pela maioria dos vereadores em segunda votação, Fábio acredita que, caso o prefeito vete o texto, os parlamentares derrubarão o veto.

Projeto de lei pretende proibir venda de animais domésticos em Santos (SP)

Um projeto de lei de autoria do vereador e jornalista Benedito Furtado quer proibir a venda de animais domésticos na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.

Além de proibir o comércio de animais domésticos, a proposta proíbe a concessão e renovação de alvará de licença, localização e funcionamento a estabelecimentos que realizem a venda de cachorros, gatos, pássaros e outros animais domésticos.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O objetivo do projeto, segundo o vereador, é incentivar os moradores da cidade a adotarem animais e, assim, diminuir o abandono. As informações são do portal G1.

“Existe uma grande corrente da área de proteção ao bem estar dos animais que afirma que não se negocia amor, lealdade e carinho. Essa indústria de produção animal, como eu chamo esses criadouros, movimentam valores astronômicos, tudo para que, muitas vezes, os animais sejam abandonados na rua como se fossem lixo”, afirma Benedito.

O parlamentar revela que sempre quis propor um projeto que proibisse o comércio de animais domésticos, mas que foi incentivado, recentemente, após a Petz anunciar que não venderia mais filhotes de cães e gatos em suas lojas espalhadas pelo país, substituindo os espaços destinados à venda para instituições disponibilizarem animais para adoção.

“Os criadouros de animais estão sendo expostos e as pessoas estão se tornando mais conscientes em relação a seus animais, principalmente sobre os problemas que essas criações trazem, além dos custos do cuidado de um animal de raça. Quando a empresa decidiu parar de vender, eu decidi que era a hora certa de apresentar o projeto, que tem recebido um ótimo retorno”, considera o vereador.

Para ele, este é o momento de dar destaque também as ONGs de proteção animal, como a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal de Santos (Codevida).

“Atualmente, existem cerca de 150 animais esperando por adoção na Codevida. É a hora de esses animais terem mais espaço para ganhar uma casa com pessoas que possam cuidar e dar amor”, diz.

O projeto do vereador foi apresentado na Câmara de Santos na quinta-feira (14) da última semana. Após passar pela Secretaria Legislativa, a proposta segue para análise na Secretaria de Assuntos Jurídicos da Câmara.