Adolescentes são detidos por sequestro de cachorro em Chapecó (SC)

Dois adolescentes, de 13 e 17 anos de idade, foram detidos pelo sequestro de um filhote de cachorro na cidade de Chapecó, em Santa Catarina. O caso aconteceu no bairro Vila Real, na última sexta-feira (5).

Foto: Polícia Militar/ Divulgação

O tutor do cachorro identificou os adolescentes ao observar imagens das câmeras de segurança da residência onde mora com o animal. Ele acionou a Polícia Militar, que encontrou os jovens.

O sequestro aconteceu na última quinta-feira (4). Os vizinhos informaram a polícia sobre o paradeiro do cachorro levado pelos adolescentes. As informações são do portal G1.

Com o endereço dos jovens, os policiais se deslocaram até a residência do adolescente de 17 anos, onde o cachorro foi encontrado. O animal estava nos fundos da casa. Ao ser questionado sobre o crime, ele indicou o outro rapaz que participou da ação.

Os dois adolescentes foram encaminhados a uma delegacia, na companhia dos responsáveis. O filhote foi resgatado pelos policiais e devolvido ao tutor.

Justiça confirma 5 anos de prisão a acusados de matar cachorro em SC

A 3ª Câmara Criminal do TJ (Tribunal de Justiça) de Santa Catarina confirmou pena de cinco anos de reclusão, além de mais quatro meses e 15 dias de detenção, a dois homens acusados de matar um cão a tiro, em Garuva.

O crime ocorreu em 2015, e a decisão sobre recurso apresentado pela dupla foi divulgada nesta quinta (4). A sentença prevê pena em regime inicial semiaberto.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Segundo o TJ, a acusação do Ministério Público aponta que os homens se envolveram em uma confusão em uma festa, saíram pra buscar uma arma —uma espingarda com numeração raspada— e, por algum motivo, não retornaram ao local. No entanto, ao andar pelo bairro, atiraram na cabeça do cachorro, que estava preso no quintal de uma casa.

Acionada pelo tutor do animal, a polícia localizou os suspeitos perto dali, após novo tiro ser disparado na rua.

A dupla foi denunciada por crimes contra a incolumidade pública e o meio ambiente, e respondeu por porte ilegal de arma, disparo de arma de fogo em local público e maus-tratos contra animal.

Em recurso, os homens alegaram que estavam embriagados e não agiram com dolo. Afirmaram também que atiraram contra o cachorro em legítima defesa, pois o animal poderia mordê-los.

Segundo o TJ, o desembargador Ernani Guetten de Almeida descartou os argumentos e votou pela manutenção da pena. Foi seguido de forma unânime pelos demais integrantes da câmara.

Fonte: Blog Bom Pra Cachorro – Folha de S. Paulo

Tribunal decide sobre a guarda de dois cães após divórcio de casal

Ao julgar processo de divórcio consensual, a 3ª Vara da Família de Joinville (SC) decidiu sobre a guarda de dois cães do casal. Segundo informações divulgadas na quarta (3) pelo Tribunal de Justiça, ficou estabelecido que cada um ficaria com um animal.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Conforme o processo, a mulher concordou que o ex visite o cachorro que permaneceu com ela, e o homem ficará responsável pelo pagamento de todas as despesas veterinárias em relação a esse animal.

A mulher, por sua vez, manifestou não ter interesse na guarda ou visitas ao animal que ficou sob os cuidados do ex. A juíza Karen Francis Schubert Reimer afirma que, pela legislação atual, o animal tem o status jurídico de objeto. Ela disse ainda que se busca uma posição mais atual, em que eles sejam enquadrados em uma categoria intermediária entre coisas e pessoas.

De acordo com o tribunal, no entender da magistrada, tratar do direito dos animais é questão de ética, que deve sempre ser o primeiro parâmetro nas questões da Justiça. Não é a primeira vez que a Justiça decide sobre guarda de animais. Em dezembro de 2017, por exemplo, um acordo estabeleceu a guarda compartilhada de cães, no Rio.

Em junho de 2018, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) julgou o caso de um homem que alegava “intensa angústia” ao ser impedido pela ex-mulher de conviver com a cadela. Na ocasião, ele obteve vitória para visitar a yorkshire.

A decisão, inédita no âmbito da corte superior, dividiu a Quarta Turma. Para os ministros, a relação afetiva entre animal e humano deve ser levada em conta no julgamento. Eles, porém, rejeitaram equiparar a guarda de animais com a guarda de filhos.

Fonte: Lívia Marra / FolhaPress

Projeto Bugio usa mosquiteiros para proteger animais da febre amarela

O Projeto Bugio decidiu tomar providências para proteger os animais mantidos no Centro de Pesquisas Biológicas de Indaial, em Santa Catarina, após a morte de um macaco por febre amarela ter sido confirmada no estado. O projeto é mantido com recursos da Furb e da Prefeitura de Indaial.

Foto: Reprodução / Portal O Município Blumenau

As gaiolas onde vivem 51 animais receberam mosquiteiros gigantes. No local, vivem de forma permanente bugios que não têm mais condições de retornar à natureza por terem sido vítimas de acidentes.

Em Florianópolis, estão 17 primatas resgatados com suspeita de febre amarela. Exames vão confirmar se os animais estão infectados pela doença. As informações são do portal O Município Blumenau.

“Apesar de que o primeiro caso confirmado veio depois da primeira morte de uma pessoa, é muito provável que outros macacos morreram antes e não foram detectados. Nós consideramos que o vírus já está circulando. Por isso é tão importante que a população contate a vigilância epidemiológica quando vê um bugio morto”, explica o médico veterinário Julio Cesar de Souza Júnior, responsável pelo Projeto Bugio.

O bugio, no entanto, não transmite a doença e, portanto, não oferece risco às pessoas. O transmissor da doença é mosquito. Os macacos são hospedeiros, assim como os humanos, e não sobrevivem quanto são infectados.

Devido à disseminação da febre amarela e do desmatamento da Mata Atlântica, o bugio está ameaçado de extinção desde 2014. Populações inteiras foram mortas pela doença em algumas regiões brasileiras.

Foto: Alice Kienen / Portal O Município Blumenau

Estima-se que cerca de 10 mil bugios vivam em áreas de mata de Blumenau. A possibilidade do retorno do vírus, porém, coloca essa população em sério risco.

Ao encontrar um bugio morto ou doente, o indicado é alertar a vigilância epidemiológica do município. Em Blumenau, basta ligar para o número 3381-7900. Na região, o Projeto Bugio também pode ser acionado, através do telefone 3333-3878. O recomendado é não entrar em contato direto com o animal.

É importante, também, que moradores de áreas onde habitam primatas fiquem atentos ao comportamento dos animais. Caso os bugios passem a ficar mais silenciosos, deslocando-se com dificuldade ou passando muito tempo no mesmo local, especialmente no chão, é necessário avisar a vigilância epidemiológica.

“Os principais casos que chegam aqui são envolvendo atropelamentos, brigas com cães ou choque na rede elétrica. Porém, todos são examinados, pois tudo isso pode ter acontecido por ele estar doente e não conseguir reagir”, explica Souza.

Cachorro é abandonado às margens de rio com patas amarradas em SC

Um cachorro foi abandonado no último domingo (31) às margens do Rio Tubarão, entre Capivari de Baixo e Tubarão, ao Sul do estado de Santa Catarina.

Foto: Polícia Ambiental/ Divulgação

O animal, da raça boxer, estava com as patas traseiras amarradas com uma corda e corria risco de morte. As informações são do portal G1.

De acordo com a Polícia Militar Ambiental (PMA), o cachorro foi encontrado por voluntários durante uma ação de limpeza do rio. As testemunhas afirmam que ele estava com quase todo o corpo dentro da água.

Após o animal ser localizado, a polícia foi acionada. Chegando ao local, os policiais auxiliariam no resgate do animal, que foi retirado da água e levado em um pequeno barco até o local onde estavam outros participantes da ação de limpeza.

O cachorro foi alimentado e também recebeu água. O abandono comoveu um professor que participava da iniciativa e que, segundo a polícia, decidiu adotar o animal.

Foto: Polícia Ambiental/ Divulgação

MP pede que Justiça determine recolhimento de animais de protetor

O Ministério Público de Santa Catarina pediu à Justiça que seja determinado o recolhimento dos animais do protetor independente Eder Leite e de sua esposa, Alessandra Rech, que tutelam cerca de 70 cães em Brusque (SC).

Foto: Leda Veber

A Justiça já havia concedido uma liminar, a pedido do Ministério Público, determinando que a prefeitura recolhesse os animais e que o casal mantivesse apenas o número máximo de seis animais. As informações são do portal O Município.

Após uma audiência de conciliação, foi estabelecido um prazo de dez dias para que os dois levassem os cachorros para outro local. No segundo encontro, porém, eles disseram que não tiveram condições de realocar os cães.

A liminar acabou sendo suspensa e, por isso, o promotor Rodrigo Cunha Amorim solicitou que a decisão seja revista. Segundo ele, não existe a possibilidade de conciliação e os cachorros permanecem em situação de maus-tratos, por isso é necessário uma renovação da liminar.

Eder nega que os animais sejam maltratados. Ele afirma que os cães são bem cuidados e que ele tem como provar centenas de doações de animais que ele já realizou.

Proibida por lei, farra do boi se intensifica durante quaresma em SC

A farra do boi é uma proibida pela lei 9.605/95. A proibição, no entanto, não tem impedido que esse evento seja realizado em Santa Catarina, especialmente durante a Quaresma, período celebrado pelos cristãos que vai de 6 de março a 18 de abril.

Foto: Reprodução / Facebook / Nação Vegana Brasil

Explorados para entretenimento humano, os bois são torturados pelos participantes da farra. A crueldade, no entanto, começa antes do evento. Isso porque para ser preparado para participar da farra do boi, o animal é confinado, sem alimento disponível, por vários dias. Para deixá-lo em completo desespero, os organizadores do evento colocam água e alimento em um local onde o boi possa ver, mas não consiga ter acesso.

No dia da farra, o boi é solto e passa, então, a ser perseguido pelos participantes, denominados “farristas”. Com pedaços de pau, pedras, chicotes e outros objetos nas mãos, essas pessoas perseguem o boi, que foge, assustado. É comum, inclusive, que casos de afogamento de animais sejam registrados durante o evento. Isso porque, na tentativa de fugir dos farristas, os bois acabam entrando no mar, onde se afogam.

O evento é típico do litoral do estado de Santa Catarina. E apesar da luta dos ativistas, continua a ser realizado. Nele, inclusive, são celebrados casamentos, aniversários e outras festas.

Na internet, páginas como a “Nação Vegana Brasil” e “Brasil Contra a Farra do Boi” lutam pelo fim dessa prática. “A farra do boi é uma brutalidade religiosa que acontece ao longo do ano, mas sobretudo na Quaresma, se intensificando na Semana Santa. Bandidos perseguem animais pelas cidades do estado de Santa Catarina, a título de ‘malhá-los como Judas'”, escreveu a Nação Vegana Brasil ao publicar a foto de um boi morto, caído ao chão, que, segundo os ativistas responsáveis pela página, foi “torturado e assassinado na chamada ‘farra do boi’ em Santa Catarina”.

Na publicação, os ativistas lembraram que conselhos de Defesa Animal da OAB tem buscado intervir, na tentativa de por fim à farra, mas sem sucesso. “Faça o monitoramento e denuncie pelo inbox da página Brasil Contra a Farra Do Boi. Se você denuncia, possuímos ferramentas para pressionar as autoridades. O monitoramento deve ser constante e a farra não pode mais ser acobertada”, pede o grupo.

O Governo de Santa Catarina informou, através de seu site oficial, que “as forças de segurança e as autoridades em sanidade animal de Santa Catarina estão de prontidão para combater eventuais casos de farra do boi”. O poder público lembrou que a prática configura maus-tratos aos animais e que devido ao aumento de eventos durante o período entre o Carnaval e a Páscoa, foi criada a Operação Quaresma, realizada pela Polícia Militar para reprimir esse tipo de crime.

De acordo com o governo do estado, a mobilização para a operação teve início na primeira quinzena de fevereiro, quando uma reunião foi realizada entre a Polícia Militar, representantes do Ministério Público e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) para articular a atuação no combate aos maus-tratos e sugerir a participação dos municípios na fiscalização, além de estabelecer protocolos para o encaminhamento de animais sem identificação.

 

Laudo aponta que produto químico é causa da morte de abelhas em SC

Um laudo concluiu que a causa da morte de abelhas em três propriedades do estado de Santa Catarina é o produto químico fipronil. O secretário-adjunto estadual de Agricultura e Pesca, Ricardo Miotto, explica que a substância é encontrada tanto em agrotóxicos quanto em remédios veterinários para controle de insetos.

Foto: Pixabay

A análise foi feita em quatro propriedades. Porém, na quarta não foi identificada a presença de produto químico ou de problemas sanitários. Investigações para descobrir a causa da morte neste caso estão sendo realizadas.

As propriedades que registraram mortes de abelhas estão localizadas nos municípios de Rio Negrinho, Canoinhas e Major Vieira. As informações são do portal G1.

Para descobrir se o friponil teve como origem um agrotóxico ou um remédio veterinário, dados estão sendo coletados por técnicos da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Não há um número exato de quantas abelhas foram encontradas mortas. No entanto, de acordo com o chefe de Estudos Apícolas da Epagri, Ivanir Cella, entre 270 e 300 colmeias foram atingidas. Cada uma delas tinha entre 40 mil e 50 mil abelhas.

No estado, há 315 mil colmeias. “A secretaria está muito preocupada”, disse Miotto, que acredita as mortes foram casos isolados.

O secretário-adjunto disse ainda que técnicos da Cidasc e e da Epagri vão orientar os agricultores de propriedades próximas para que redobrem os cuidados ao usarem agrotóxicos e os apicultores que tenham outros animais nas propriedades para que tenham atenção ao aplicar remédios veterinários para controle de insetos.

Boto recém-nascido é encontrado morto em Laguna (SC)

Um boto recém-nascido apareceu morto na praia do Seis, na região da Ponta da Barra, em Laguna, ao sul de Santa Catarina, no domingo (13). Ainda não se sabe o que causou a morte do filhote, que estaria desaparecido há uma semana, mas as marcas indicam que ele poderia ter ficado preso em redes de pesca. Apesar disso, o corpo do boto passará por necropsia para determinar a causa da morte.

Foto: Sea Sheperd

Este seria o segundo caso de morte de boto pescador em Santa Catarina neste ano. O biólogo e professor da Udesc Pedro Volkmer de Castilho, que coordena o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), explica que o outro caso, registrado em Arroio Silva, não foi o projeto que atendeu e, por isso, não há como confirmar se ele era da população de botos de Laguna.

Fonte: NSC Total

cachorro sentado olhando para cima

São José (SC) implantará Centro de Bem-Estar Animal e Controle de Zoonoses

Por determinação do Ministério Público de Santa Catarina, o município de São José deverá implantar ainda em 2019 um Centro de Bem-Estar Animal e Controle de Zoonoses. Isso já deveria ter ocorrido em 2018, mas pela complexidade da demanda, a prefeitura pediu a prorrogação do prazo para este ano.

cachorro sentado olhando para cima

Foto: NSC Total

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o grupo destacado para o serviço realizou um diagnóstico do que será necessário para o desenvolvimento dos trabalhos de prevenção, proteção e promoção à saúde pública, por meio de vigilância e controle de animais domésticos, de animais sinantrópicos (aqueles que se adaptaram a viver junto ao homem, mas não foram necessariamente domesticados) e educação em saúde.

Está também em fase de elaboração no município a legislação que irá estabelecer diretrizes e normas para a efetiva proteção e garantia do bem-estar dos animais domésticos e domesticados (pequeno, médio e grande porte).

A implantação dos “Serviços Públicos de Controle e Proteção da População de Animais e de Prevenção de Zoonoses e Doenças Transmitidas por Vetores” foi requerida pelo promotor de Justiça Raul de Araujo Santos Neto, que atua na área do meio ambiente na Comarca de São José, ainda em abril de 2018. O município teria seis meses para efetivar o serviço, mas, devido à complexidade, pediu a prorrogação do prazo.

Fonte: NSC Total