Vídeo mostra golfinhos presos em redes de pesca

Um vídeo postado na internet mostrando vários golfinhos capturados em uma rede por pescadores de atum na Tailândia atraiu não só a atenção dos internautas, mas de cientistas marinhos, do departamento de recursos naturais e também do ministro do Meio Ambiente do país.

O vídeo de cinco minutos publicado online pelo apresentador Anuwat Fuangthongdeng incluía a voz de um homem falando em tailandês que ordenava à sua tripulação que retirasse alguns golfinhos do mar e os carregasse a bordo do barco.

O cientista marinho Thon Thamrongnawasawat também compartilhou o clipe e escreveu que ficou comovido com as imagens do grupo de golfinhos capturados em uma rede de pescadores de atum de cauda longa.

O ministro Varawut Silpa-archa, que será empossado na terça-feira, disse que viu o vídeo, em que pescadores transportavam cerca de 10 golfinhos presos em uma rede de pesca, carregando-os em seu barco de pesca e soltando-os no mar.

“Os golfinhos podem ter ficado presos quando seguiram o barco e tentaram comer o atum preso na rede”, disse ele.

“As autoridades deveriam agir contra os responsáveis e tentar conscientizar a população de pescadores sobre a importância da conservação das espécies”, completou o ministro.

Foto: Facebook/DMCRTH

Foto: Facebook/DMCRTH

Comentários nas mídias sociais condenaram fortemente os pescadores por permitir que os golfinhos fossem capturados em suas redes.

Tup Meesupwatana escreveu que, sob a regulamento das práticas internacionais, os pescadores teriam que abrir suas redes e libertar os golfinhos presos.

Duangruethai Reokarn escreveu em um comentário que ficou imensamente impactado pela imagem dos golfinhos imóveis e presos.

Cherry Bun escreveu em outro comentário que as leis não podem fazer nada sobre tal incidente.

Sureerat Thongsamrikthi comentou que não havia gentileza alguma para com os golfinhos.

O Departamento de Pesca disse que o vídeo mostra o barco de pesca Sor Pornthep Nawee 9. O proprietário tailandês vendeu o barco para um malaio em junho de 2017.

Ele deixou a província de Pattani, no sul da Tailândia, e foi registrado na Malásia. O barco agora operava em águas da Malásia, informou o departamento responsável.

Uma investigação foi instaurada para localizar e punir os responsáveis pelos maus-tratos.

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